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O fenômeno La Niña e sua relação com os impactos da falta de chuva na região Sul do país

O estudo do clima não se dissocia do agronegócio. Não à toa existe uma ciência específica para estudar a influência climática sobre a produção agropecuária, que se chama agroclimatologia. A produção agrícola é dependente do clima em todas as suas fases, desde a semeadura, até a colheita. O crescimento e desenvolvimento vegetais são influenciados pelos índices de chuva, radiação solar entre outros, sendo que cada etapa da planta é marcada por uma necessidade em especial. O clima é responsável, também, pelo surgimento de pragas e doenças, fatores limitantes ao desenvolvimento vegetal.

Os fatores climáticos mais importantes para a agricultura são a precipitação pluviométrica, radiação solar, temperatura, umidade relativa do ar e também os ventos. 

A influência do clima não se restringe apenas ao cultivo em si, mas também a aspectos de infraestrutura, como por exemplo as estradas vicinais, comumente castigadas pelas chuvas e que se tornam intransitáveis, complicando a vida de quem precisa escoar a produção.

Dito isso, é fundamental que o produtor tenha acesso a informações sobre o tempo e o clima, que são coisas distintas, para que, assim, possa organizar seu planejamento agrícola, antecipando possíveis problemas. Importante aproveitar para destacar a diferença entre tempo e clima. O primeiro se refere às condições atmosféricas registradas em um curto período de tempo. Enquanto o clima refere-se à análise de um período mais longo dentro de uma determinada região. Exemplo: o produtor se preocupa com o tempo no momento da semeadura, e estuda o clima para toda a safra.

Há muitos anos o brasileiro se acostumou a ouvir falar de dois fenômenos meteorológicos. O El Niño e a La Niña. O El Niño é o aquecimento anormal das águas superficiais na porção leste e central do oceano Pacífico equatorial. É um fenômeno oceânico-atmosférico que afeta o clima em escala regional e global, mudando a circulação geral da atmosfera. Dura em torno de 12 a 18 meses e ocorre em intervalos de 2 a 7 anos, podendo ocasionar secas severas no nordeste brasileiro. Contudo, o que tem preocupado os produtores em 2022 foi a detecção do fenômeno La Niña.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), órgão do governo americano, constatou a presença desse fenômeno em outubro de 2021. A La Niña é o processo inverso do El Niño. Ocorre o resfriamento das águas superficiais do oceano pacífico, que também significa anomalias no clima, como chuva em excesso nas regiões Norte e até mesmo no Nordeste, e longos períodos de estiagem na região Sul, fato que se concretizou em 2022, além do inverno, que tende a ser mais rigoroso. Porém, há um agravamento. Trata-se do segundo ano consecutivo do fenômeno, o que potencializa os resultados. A Federação das Cooperativas do estado do Rio Grande do Sul calcula os prejuízos na ordem de 20 bilhões de reais, devido a quebra na safra de grãos. Ainda no Rio Grande do Sul, 110 dos 497 municípios, relataram estiagem, comprometendo a produção de quase 140 mil propriedades rurais. No Paraná, choveu menos do que a metade do esperado para o mês de fevereiro. A seca influencia a produção dos grãos, que consequentemente afeta as cadeias produtivas de carne e leite. Como se sabe, não basta apenas chover, é necessário que isso aconteça na época certa.

O drama vivido pelos produtores do Sul é também um bom termômetro para avaliar a eficiência do planejamento climático no Brasil, uma vez que o fenômeno foi previsto com antecedência e, talvez pudesse ter sido melhor administrado.

A plataforma Geodata conta com uma ferramenta dedicada a lidar com informações sobre o clima. Com ela você acompanha o histórico e as previsões climáticas, através do uso de estações meteorológicas.

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